Mostrando postagens com marcador Dra. Tatiana Steiner. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Dra. Tatiana Steiner. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

É normal ter os cabelos totalmente brancos aos 60 anos?

Dra. Tatiana Steiner participa de matéria sobre cabelos da revista Saúde da Editora Abril.

A brancura dos fios está muito associada ao envelhecimento. E o processo é considerado precoce quando acontece antes dos 20 ou 30 anos.

O branqueamento dos cabelos é um processo natural que aparece com o avançar da idade. Ele resulta de uma queda da produção de uma substância chamada melanina, responsável pelo pigmento dos fios. “A perda gradual da cor se inicia, em geral, entre a terceira e a quarta décadas de vida”, comenta a dermatologista Tatiana Steiner, assessora do Departamento de Cabelos e Unhas da Sociedade Brasileira de Dermatologia. “Aos 50 anos, a maioria das pessoas tem 50% dos fios brancos”, atesta.
Segundo a especialista, a alvura dos fios só é considerada precoce quando corre antes dos 20 anos nas pessoas brancas e antes dos 30 nas pretas. Embora não exista qualquer tratamento capaz de devolver a tonalidade original natural dos fios, há cuidados que ajudam a mantê-los saudáveis e bonitos. Uma boa recomendação é usar xampus próprios para essa cor, assim como evitar dormir de cabelos molhados e proteger o couro do sol.
Mas o que faz as madeixas ficarem brancas? Isso ainda não estão bem esclarecido, mas se sabe que a herança genética é determinante nesse aspecto. Outros fatores, como tabagismo e deficiência de vitaminas, também podem parecem exercer influência na perda de cor.
Matéria completa clicando aqui

quinta-feira, 2 de junho de 2016

COMO CUIDAR DO COTO UMBILICAL (+ 8 DICAS PARA DAR BANHO NO RECÉM-NASCIDO)

Dra. Tatiana Steiner para o blog Mamãe Prática
Além de falar em detalhes sobre as características da pele do bebê e sobre como cuidar do coto umbilical, a médica ainda traz 8 dicas super importantes para um dos momentos mais gostosos na vida de uma nova mamãe: o banho do bebê. Com a palavra, a Dra. Tatiana, que é especialista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e também mamãe de duas crianças:
A pele do bebê é diferente da pele do adulto e por isso é importante saber como cuidar dela. Ela é cerca de 50% mais fina, com menos pelos e com menor quantidade de fibras colágenas. Todas estas características fazem com que o recém-nascido tenha um risco maior de sofrer lesões cutâneas, absorver substâncias tópicas facilmente e adquirir infecções (como fungos e bactérias).
O risco de toxicidade com o uso de substâncias aplicadas na pele é maior nos neonatos (bebês com menos de 4 semanas de idade), especialmente nos prematuros (bebês com menos de 37 semanas de idade gestacional). Assim, todo o cuidado deve ser tomado ao aplicar cremes e produtos na pele do recém-nascido, devido ao risco de toxicidade sistêmica (pode atingir a corrente sanguínea).
 
Os prematuros têm a pele fina e transparente enquanto que a pele de um recém-nascido de termo (bebês que nascem com 37 a 40 semanas) é mais espessa. Ela fica vermelha quando a criança chora, e os lábios, mãos e pés podem ficar arroxeados e azulados quando está com frio.
A pele do recém-nascido é protegida por um material gorduroso branco-acinzentado, denominado verniz caseoso. Essa camada é uma cobertura protetora derivada, em parte, pela secreção das glândulas sebáceas e, em parte, do produto da decomposição da pele do neonato. Sua função ainda não é totalmente esclarecida, mas pode agir como um “creme protetor natural” que mantém o feto “à prova d´água”, enquanto submerso no líquido amniótico dentro do útero. É normal haver uma leve descamação em toda a pele dos neonatos, que tende a se resolver em 24 a 36 horas e pode não estar completa até a terceira semana de vida. Também pode estar presente uma penugem fina e macia chamada de lanugo, que pode cobrir o couro cabeludo, testa, bochechas, ombros e costas. Mais comum nos prematuros, o lanugo deve desaparecer dentro das primeiras semanas de vida.
Cuidados - A pele, entre muitas características, tem a função de proteção e a quebra na sua integridade pode favorecer a ocorrência de irritações e até mesmo alguma infecção.
O bebê não possui flora cutânea protetora ao nascer e sua imunidade ainda não é totalmente desenvolvida. Além disso, ele está exposto a vários agentes infecciosos, tanto pelas pessoas que entram em contato, como também por materiais usados em sua rotina de higiene (como tesourinhas, por exemplo). Assim, os cuidados com a pele do recém-nascido devem envolver limpeza suave com produtos específicos, neutros, sem cheiro, não tóxicos e não abrasivos. Outros cuidados importantes:
Atenção, mamães!1. Não use produtos perfumados nos primeiros meses, pois isto pode irritar a pele delicada do bebê.
2. Lave as roupas antes de serem usadas e utilize apenas sabão de coco ou aqueles específicos para bebês (sem conservantes e sem perfume).
3. Lave a roupa, toalhas, lençóis e cobertores separadamente das roupas da família.
4. Ao primeiro sinal de ressecamento, fissuras ou descamação da pele do bebê, aplique um hidratante duas vezes por dia. Os hidratantes devem ser aplicados como uma terapia preventiva, pelo menos diariamente para recém-nascidos e lactentes que tem história familiar de atopia (tendência hereditária a desenvolver manifestações alérgicas). Com a orientação do pediatra, escolha hidratantes sem perfume e sem conservantes.
8 dicas para dar banho no recém-nascido
Os recém-nascidos podem tomar banho após a primeira hora de vida. Algumas dicas importantes:
1. Para minimizar a perda de calor após o primeiro banho, coloque imediatamente uma toalha-fralda no corpo do bebê e alguma proteção na cabeça (muitas vezes já associada à toalha de banho).
2. Utilize água morna (nunca muito quente).
3. Deixe água suficiente para cobrir o ombro do recém-nascido.
4. Mantenha o ambiente do banho aquecido.
5. Use sabonetes específicos para bebês, com pH neutro e de preferência sem cheiro.
6. Procure secar cuidadosamente as dobras da pele do bebê incluindo axilas, virilha, pescoço e atrás das orelhas.
7. Limpe a banheira do bebê antes e depois do uso para remover os restos celulares que foram removidos no banho.
8. Resista ao impulso de dar banho em seu bebê com muita frequência. O ideal é um banho por dia para evitar a remoção da oleosidade natural da pele do bebê que é uma forma de hidratação. Banhos em excesso podem deixar a pele ressecada e agravar qualquer tipo de dermatite.
Como cuidar do coto umbilical
O recém-nascido tem, pelo menos, um ferimento cirúrgico logo que nasce: o coto umbilical, que tende a cair com 7 a 10 dias após o nascimento. Durante a rotina de higiene, os pais devem dar atenção especial ao coto umbilical:
• Lave as mãos antes de manuseá-lo;
• Mantenha a área do coto umbilical sempre limpa;
• No banho, lave o coto umbilical com sabonete neutro;
• Ao sair do banho, aplique álcool a 70% ou loção de clorexidine;
• Após o banho, secar bem e de forma delicada o coto umbilical. É importante não deixar o local úmido para evitar calor local, maceração e colonização de fungos e bactérias.
• Mantenha a fralda dobrada, se ela ficar acima do coto, para facilitar a secagem. Isso porque, se ele não ficou bem seco, com fralda descartável em cima, pode dificultar ainda mais a secagem, aumentando a umidade no local, o favorece a contaminação.
• Fique atento aos sinais de infecção (inflamação e mau cheiro).
Outra dica final para as mamães é a seguinte: faça massagem no recém-nascido sempre que puder. Este hábito traz benefícios e pode ser uma maneira de transmitir amor e carinho para seu bebê. Além disso, os bebês massageados ficam mais calmos, dormem melhor e choram menos.

terça-feira, 24 de maio de 2016

Os riscos de usar glutaraldeído no cabelo

Dra. Tatiana Steiner para o portal Meu Crespo em 20 de maio de 2016
Alisar os cabelos é o sonho de várias meninas. E muitas delas não medem esforços – nem riscos – para atingir esse objetivo. Depois da proibição do formol pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a indústria de cosméticos passou a investir em várias outras alternativas. O problema é que boa parte oferece os mesmos perigos (ou até mais graves) do que a substância que ficou restrita em primeiro lugar. Usar glutaraldeído no cabelo, por exemplo, pode ser muito arriscado.
Glutaraldeído no cabelo: como ele age
Para entender melhor a ação do glutaraldeído no cabelo, pedimos ajuda à dermatologista Tatiana Steiner, assessora do Departamento de Cabelos e Unhas da Sociedade Brasileira de Dermatologista (SBD). “Glutaraldeído é um aldeído saturado, de odor forte, muito utilizado em desinfetantes e esterilizantes ambulatoriais e hospitalares, devido a sua ação anti bacteriana. É uma substância conservante utilizada na fabricação de alguns produtos com o objetivo de evitar a proliferação bacteriana. Esta é a única atribuição da substância permitida em produtos cosméticos pela legislação. “Ele portanto não é um produto próprio para uso capilar”, explica Tatiane. De acordo com a especialista, a substância é 10 vezes mais neurotóxica do que o próprio formol.
“O glutaraldeído funciona como agente oxidante e tem sido acrescentado a outros cosméticos para intensificar o efeito alisante nos cabelos. Por ter um pH (nível de acidez) alto, dilata e abre a cutícula, permitindo assim a entrada do produto no interior do fio, reforçando seu efeito”, diz Tatiana.

Os perigos do glutaraldeído à saúde

De acordo com a dermatologista, os riscos de usar glutaraldeído para alisar os cabelos sérios. O produto pode causar queimaduras químicas, vermelhidão, descamação do couro cabeludo, queda de cabelo, ardência nos olhos, sensação de queimação nos olhos e na boca, falta de ar, tosse, dor de cabeça, dor de garganta e reações alérgicas graves.
Em situações mais graves, o contato pode até ocasionar enjoo, vômito, vertigem e desmaio. “Exposições repetidas podem causar feridas na boca, narina e olhos, além de câncer nas vias aéreas superiores (nariz, faringe, laringe, traqueia e brônquios), podendo até levar à morte, segundo informações da Anvisa”, reforça Tatiana.
Ela conta ainda que, de acordo com alguns especialistas, substâncias químicas como o glutaraldeído usado nos cabelos para alisamentos, pode alterar o DNA das células, aumentando o risco de desenvolvimento de câncer. Isso tudo sem contar os problemas para o próprio cabelo. Em vez de exibir fios bonitos e lisos, você corre o risco de precisar lidar com uma haste capilar danificada, ressecada, enfraquecida e com tendência à quebra. “Outro problema é a forma de aplicação, muitas vezes, inadequada, com exagero no tempo de uso do produto, além de lavagens da maneira errada depois do procedimento”, ressalta a médica.

As alternativas

Se você quiser alisar os cabelos sem correr todos esses riscos, é importante pesquisar a fundo, conversar bastante com seu cabeleireiro e pedir que ele te mostre o produto que pretende usar nos seus fios – e, mesmo assim, desconfiar.
“Muitos produtos contém um falso rótulo de liberação da Anvisa. Foi ‘vendido’ e rotulado como ‘nova forma de diminuir o volume dos cabelos’, sendo chamado de ‘escova progressiva de aminoácidos’, mas, normalmente, não contém somente aminoácidos, mas também algum agente oxidante, que intensifica o efeito liso, causando danos ao cabelo e trazendo riscos a saúde”, alerta. Então fique de olho! “As organizações de saúde no Brasil e em outros países, alertam que apenas os ‘relaxadores’ químicos, são oficialmente legalizados e seguros para serem usados como alisantes capilares.
Existem substâncias ativas específicas com propriedades alisantes, como ácido tioglicólico, hidróxido de sódio, hidróxido de potássio, hidróxido de cálcio, hidróxido de lítio e hidróxido de guanidina, que são permitidas pela legislação”, orienta. Ainda assim, ela recomenda: “É importante reforçar que mesmo estes produtos aprovados não devem ser usados indiscriminadamente, pois alteram a estrutura química dos fios”.
http://www.meucrespo.com.br/glutaraldeido-cabelo/

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Afinal, xampu pode fazer mal para o cabelo?

Dra. Tatiana Steiner para o Portal MdeMulher

Movimento prega que algumas substâncias presentes no produto de limpeza capilar prejudicam os fios. Investigamos se faz sentido abandoná-los.

Convencer o consumidor de que é importante prestar atenção nos rótulos (e não se entupir de sódio ao consumir alimentos, por exemplo) é uma batalha árdua e contínua. No entanto, esse hábito se incorporou naturalmente à rotina de um monte de gente que entra no corredor dos itens de beleza para escolher um xampu. Uma das responsáveis por essa mudança comportamental é a expert em cabelos Lorraine Massey. Em seu livro Manual da Garota Cacheada (Ed. Best Seller), a inglesa sugere que certas substâncias presentes na maioria dos produtos fazem mais mal do que bem para os fios. De lá pra cá, donos de cabelos enrolados e lisos passaram a desconfiar das fórmulas para limpar as madeixas. Para uma parcela crescente da população, a solução tem sido partir para um dos dois métodos divulgados no livro de Lorraine: o no poo (sem xampu, em inglês) ou o low poo (pouco xampu). Incluir a primeira linha no cotidiano significa eliminar de vez o item da rotina e usar um tipo específico de condicionador para fazer a limpa na cabeleira. Já os adeptos do low poo buscam marcas que se valem de substâncias menos agressivas.
A dermatologista Tatiana Steiner, assessora do Departamento de Cabelos e Unhas da Sociedade Brasileira de Dermatologia, explica que os principais compostos agressores são os sulfatos, incluídos nas fórmulas pelo alto poder de limpeza — o lauril sulfato de sódio é o mais comum (e odiado) entre eles. "Para os cabelos danificados e muito secos, essa molécula acaba sendo mais hostil, porque retira a oleosidade natural dos fios, deixando-os ainda mais ressecados", explica Tatiana.
Com a popularização do low poo — para ter ideia, uma página do Facebook de iniciantes no método possui mais de 190 mil membros — já é possível encontrar vários xampus sem sulfato nas prateleiras. Entretanto, a lista de componentes a serem evitados não para por aí. A patrulha do xampu também abomina óleos minerais, parafinas e petrolatos. O motivo: o único agente capaz de retirá-los dos fios seria justamente o tal do sulfato.
Agora, os especialistas pedem cautela quando o assunto é abolir completamente o xampu da rotina (o no poo). No fim das contas, essa nova tendência sinaliza que precisamos conhecer melhor os fios que recobrem nossa cabeça. Só assim para entender direitinho quais suas peculiaridades e a melhor solução para eles.
Espuma é sinal de limpeza?
Nem sempre. Mas a indústria acaba investindo em xampus que formam bolhas aos montes porque essa é uma exigência dos próprios consumidores — eles relacionam sua presença a uma maior sensação de limpeza. O problema é que isso faz com que o sulfato seja utilizado em quantidades desnecessárias.

Sulfatos

Servem para limpar e retirar a oleosidade do couro cabeludo, mas são malvistos por que ressecam e podem ser irritantes para o couro cabeludo. Os experts dizem que cabelos superoleosos às vezes precisam da substância.

Petrolatos

Servem para ajudar a espalhar as outras substâncias presentes no xampu, formando uma espécie de capa. São malvistos por que essa camada impregna e tira o brilho dos fios. Os experts dizem que os petrolatos trazem pouco risco de alergia, mas podem entupir os poros.

Silicones

Servem para dar brilho e deixar as madeixas fáceis de pentear. São malvistos por que grudam, deixando o cabelo pesado e sem luminosidade. Os experts dizem que eles criam uma camada protetora. Só que o excesso é prejudicial.

Parabenos

Servem para barrar a propagação de micro-organismos no couro cabeludo. São malvistos por que são classificados como partículas tóxicas que fariam mal à saúde. Os experts dizem que só o abuso é capaz de causar alterações hormonais.
Confira a entrevista completa com participação da Dra. Tatiana Steiner para o portal M de Mulher clicando aqui

segunda-feira, 28 de março de 2016

Dermatite Atópica em Bebês e Crianças

Olá meninas, a dermatite atópica é um problema que pode atingir muitos bebês e crianças, por isso, pedimos para a médica dermatologista Tatiana Aline Steiner, que estreia como colunista do blog Mamãe Prática, explicar pra gente todos os detalhes sobre essa doença da pele. Com a palavra, a Dra. Tatiana, especialista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD):
Dermatite atópica em bebês e crianças
Se a pele de seu filho frequentemente está seca, irritada, sensível e toda empipocada, com coceira e seu filho ainda apresenta um quadro de alergia respiratória, fique atenta porque ele pode sofrer de um distúrbio comum chamado dermatite atópica. Neste post vamos entender suas características, manifestações, tratamento e, principalmente, como preveni-la!
A dermatite atópica é uma doença da pele inflamatória, crônica, que apresenta lesões que coçam muito e às vezes formam crostas ou descamam. Ocorre em crianças que são atópicas. Mas, o que é isso? A atopia é uma condição adquirida por herança genética e comumente está associada a algum quadro respiratório como asma, bronquite e rinite alérgica. Não é, portanto, uma alergia passageira; é um problema constante, que alterna crises e momentos de melhora. Sua incidência é alta e atinge bebês e crianças do mundo inteiro! Inicia-se nos seis primeiros meses de vida em 45% dos bebês; durante o primeiro ano em 60% das crianças, e antes dos 5 anos pelo menos 85% das crianças são afetadas.
As crianças atópicas têm a barreira de proteção da pele deficiente, um sistema imunológico reativo, ou seja, que responde com mais intensidade a estímulos e fatores alérgenos (todos os agentes que podem causar alergia), além de extrema sensibilidade a praticamente tudo que entra em contato com a pele, que fica seca, sensível, irritada e com tendência a lesões. Essas crianças têm maior chance de processos alérgicos, infecções virais e micoses.
É importante esclarecer a todos que convivem com a criança atópica, inclusive na escola, que não é uma doença contagiosa e que o convívio deve ser normal.
Sintomas
A principal marca da dermatite atópica é a pele extremamente seca. Na fase aguda aparece a lesão típica da doença: o eczema. O eczema atópico caracteriza-se por lesões inflamadas, avermelhadas, que coçam, descamam e às vezes têm secreção.
As mães devem observar cuidadosamente a pele de seus bebês e perceber estas características. Os bebês tendem a coçar à noite e a inflamação fica pior no dia seguinte. Quanto mais o pequeno colocar a mão, pior será a coceira e maior a chance de infecções.
Ao notar os sinais, é preciso levá-lo a um especialista para diagnóstico e tratamento adequado. A forma como as lesões aparecem pode ser dividida em duas fases principais:
Infantil (até 2 anos): 
Os bebês normalmente desenvolvem a inflamação no terceiro mês de vida. Há muita coceira, lesões vermelhas, crosta, secreção e vesículas (pequenas bolinhas). É mais comum nas bochechas e queixo.
Pré-puberal (de 2 a 12 anos): 
As lesões comprometem mais as dobras, joelhos, ombros e pescoço. Após a adolescência, as lesões atingem qualquer parte do corpo e podem comprometer a face.
A dermatite atópica pode persistir a vida toda, mas há resolução em aproximadamente 50% das crianças por volta de 18 meses e 60% dos casos tendem a desaparecer na vida adulta.
Fatores desencadeantes
O aparecimento dos dentinhos, infecções respiratórias e estresse emocional podem influenciar o curso da doença. Outros fatores de gatilho para agravamento do quadro são:
  • Animais de estimação
  • Pó, ácaros, mofo e plantas
  • Produtos químicos e solventes
  • Fragrâncias e corantes
  • Tecidos sintéticos e lã
  • Alimentos (como leite, ovos, trigo e/ou amendoim)
  • Mar e piscina
  • Banho quente
  • Clima muito frio ou muito seco, calor e suor
  • Mudanças bruscas de temperatura
  • Poluição e fumaça
Tratamento
O tratamento visa restaurar as funções protetoras da pele que são deficientes na criança atópica. A pele precisa de água e lipídeos (óleos) para restaurar a barreira natural. Por isso, a hidratação é importante e deve ser diária, mesmo quando não há lesões.
Sempre que se fala em hidratação é o uso do creme na pele, de preferência aplicado até 3 minutos após o banho. Para bebês, recomenda-se hidratantes próprios para a pele delicada. Há vários hidratantes de alta qualidade no mercado e muitos específicos para crianças atópicas. Além disso, a hidratação por meio daingestão de água também deve ser estimulada para melhorar a qualidade da pele.
Nas crises, são utilizados medicamentos com ativos específicos prescritos pelo dermatologista, como corticosteroides, antibióticos e anti-histamínicos. Quando utilizados corretamente e sob orientação médica, o tratamento melhora significativamente a qualidade de vida dos pacientes.
Viver com dermatite atópica é uma tarefa desgastante. Bebês e crianças sofrem com o ressecamento e a coceira, que originam irritabilidade e sono intranquilo. Mas pequenos atos no dia a dia podem ajudar drasticamente:
  1. Hidratação DIÁRIA: no mínimo 2 vezes ao dia (incluindo após o banho).
  2. Um banho por dia, rápido e em temperatura MORNA (no máximo 35 graus). NUNCA 2 banhos! Prefira chuveiro à banheira.
  3. Utilizar água termal nas áreas secas e irritadas.
  4. Não utilizar sabonetes antissépticos e buchas.
  5. Utilizar sabonetes hidratantes específicos apenas nas partes íntimas. Não passar no corpo todo.
  6. Nunca utilizar tecidos sintéticos e lã diretamente na pele.
  7. Retirar carpetes e cortinas dos ambientes.
  8. Usar protetor de colchões e de travesseiros e lavá-los semanalmente.
  9. Usar roupas íntimas de algodão e sem elástico aparente.
  10. Parar o uso de maquiagem, esmaltes, produtos com álcool e cosméticos em geral.
  11. Manter a unha curta para evitar infecções; em bebês, colocar luvinhas.
  12. Seguir a orientação do especialista; nunca automedicar seu filho!
  13. Nunca utilizar fórmulas e receitas caseiras.
  14. Hidratar, hidratar!
Se o seu filho tem dermatite atópica, ele é a principal pessoa que deve entender e conhecer sua condição. Recomendo aos pais orientá-lo desde cedo. Aos poucos, a rotina de cuidados começa a fazer parte da vida e se torna um hábito, fazendo a diferença para que a criança aproveite mais as brincadeiras e seu dia a dia.
Selar uma parceria com o dermatologista, afastar os fatores desencadeantes, ensinar o hábito da hidratação e tratar corretamente quando indicado são pontos cruciais para ajudar os pequenos que sofrem com este problema.
Dermatologista Tatiana Steiner dermatiteCom seu olhar de mãe e médica, a dermatologista  Tatiana Aline Steiner participa do blog com conteúdos para ajudar nós, mamães, diante dos desafios da maternidade, como quando nossos pequenos ficam doentes. Tatiana é mãe da Lorena, de 7 anos, e do Bruno, de 4 anos, além de ser diretora técnica da Clínica DSkin – Unidade de Tratamentos e assessora do Departamento de Cabelos e Unhas da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).
Matéria completa no link:
http://mamaepratica.com.br/2016/03/24/dermatite-atopica-em-bebes-e-criancas/

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Uma alimentação saudável e balanceada ajuda a deixar os fios mais brilhosos


Madeixas iluminadas são o sonho de toda mulher. Além de investir em shampoos e condicionadores de boa qualidade, a gata também precisa cuidar da hidratação dos fios. 

O banho de brilho é recomendado para quem deseja fios com um aspecto saudável e natural.

De acordo com a assessora do Departamento de Cabelos e Unhas da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), Tatiana Steiner, outra opção para recuperar o viço é aplicar finalizadores à base de silicone, sprays de brilho, óleos vegetais com silicone, reparadores de pontas ou máscaras capilares. Eles ajudam a deixar a cutícula, camada externa do fio, mais hidratada e bem-cuidada.

Boa alimentação rende cabelos saudáveis:
Não é segredo para ninguém. Além de fazer um banho de brilho, a alimentação ajuda a manter a cabeleira hidratada e mais bonita. Se você vive de dieta e costuma cortar ingredientes do cardápio por conta própria, lembre-se que isso pode enfraquecer e inclusive causar a queda de cabelos.

Segundo a dermatologista Tatiana, “a dieta precisa ter proteínas, carboidratos e vitaminas” para garantir o fortalecimento capilar. Confira alguns nutrientes essenciais e veja onde encontrá-los.

- Zinco: frutos do mar, couve, gérmen de trigo, castanha e frango
- Vitamina A: ovo, agrião, cenoura e espinafre
- Ferro: carne, feijão e verduras verdes
- Vitamina B12: Carne, fígado, queijos e ovo
- Demais vitaminas do complexo B: grãos, nozes, legumes e cereais integrais
- Aminoácidos (lisina, cisteína e prolina): carnes
- Betacaroteno: vegetais alaranjados ou com folhas verde-escuras
- Ferro: carnes, ovo, ervilha, lentilha, grão-de-bico, beterraba e feijão.

As cápsulas de vitaminas e minerais só devem ser a solução se for detectada uma carência no organismo, “o que é comum para quem faz dieta de emagrecimento por tempo prolongado, regimes severos e cirurgias bariátricas ou tem anemia”, explica a médica. Jamais aposte em medicamentos sem indicação profissional.

Abaixo, segue link da entrevista completa da Dra. Tatiana Steiner ao Portal Vivo Mais Saudável:


segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Livre-se das manchas de acne do seu rosto


As espinhas não devem ser apertadas e manipuladas com as mãos em qualquer fase do tratamento.

Elas marcam a adolescência e atrapalham a autoestima. As espinhas, aquelas inflamações horrorosas espalhadas pela pele, devem ser tratadas corretamente. Caso contrário, as lesões podem acarretar cicatrizes e manchas de acne, demandando inclusive procedimentos estéticos para serem atenuadas.

As manchas são causadas pelo próprio processo inflamatório que ocorre no desenvolvimento da lesão. Segundo a dermatologista Tatiana Steiner, ele pode ser agravado pela manipulação - quando a espinha ou o cravo é espremido - pelo uso incorreto de medicamentos e também pela exposição solar. “O sol aumenta e estimula a inflamação, piorando a mancha”, comenta.

Saiba mais sobre os cuidados que você deve ter com a pele para evitar manchinhas e outros p
roblemas decorrentes da acne.


Acabe com as manchas de acne
A acne é uma doença de pele inflamatória crônica que compromete áreas com maior quantidade de pelos e glândulas sebáceas. Vários fatores podem influenciar no processo de cicatrização e levar ao aparecimento de manchas, como tipo e cor de pele, local e tamanho da lesão, profundidade da espinha e idade da pessoa. Existem diversos recursos que garantem bons resultados na prevenção e no tratamento de manchas de acne. O primeiro passo é tratar a inflamação em si, conforme cada caso. Depois, podem ser realizados procedimentos para remover cicatrizes.

“Por ser uma doença de duração prolongada e algumas vezes até desfigurante, a acne deve ser tratada desde o começo para evitar suas sequelas”, alerta a dermatologista.

As manchas de acne podem ser suavizadas com procedimentos em consultório, peelings, tratamentos a laser e produtos tópicos. A opção depende da extensão e da intensidade da inflamação.

Alguns procedimentos podem ser recomendados para auxiliar no controle da acne e diminuir manchas e cicatrizes. Pode ser necessário utilizar infiltrações com corticoides - em lesões muito inflamadas ou em cicatrizes elevadas - peelings químicos, microdermoabrasão, microagulhamento e luzes. Já as receitas caseiras para remover espinhas podem ser prejudicais e não são recomendadas pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). "Elas normalmente possuem produtos ou substâncias que podem irritar, provocar alergias e até piorar o quadro", frisa Tatiana.

Cuidados suavizam manchas de acne
Tatiana ressalta a importância de manter alguns cuidados antes dos tratamentos para manchas de acne. “Não devem ser usados ácidos ou produtos esfoliantes nos dias que antecedem o procedimento, pois a pele não deve estar descamando, sensível ou irritada”. Segundo a dermatologista, o sol também deve ser evitado em qualquer fase do processo.

O paciente que passa por procedimentos estéticos para suavizar o aspecto da acne deve usar protetor solar, não cutucar a área irritada - nem remover as casquinhas pós-tratamento - e usar corretamente os medicamentos recomendados.

Entrevista completa da Dra. Tatiana Steiner ao Portal Vivo Mais Saudável:
http://vivomaissaudavel.com.br/beleza/pele/livre-se-das-manchas-de-acne-do-seu-rosto/



quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Conheça 8 fatores que agravam as olheiras

Até mesmo o uso errado da maquiagem pode aumentar os círculos escuros abaixo dos seus olhos.

Olheiras são um problema comum entre mulheres e homens e que costuma incomodar bastante. Mas antes de lançar mão de toda a gama de corretivos que existem hoje em dia, saiba que entender o que está causando suas olheiras é fundamental para combatê-las e até mesmo evitá-las!

Na maior parte das vezes as olheiras estão ligadas à genética. Dada essa pré-disposição, são diversos os fatores que podem causar as olheiras, mas de um modo geral, ela pode ser classificada em dois tipos: uma delas é vascular, quando os vasos sanguíneos ficam visíveis, que normalmente tem a coloração azulada. Já a outra é a pigmentar, quando há acúmulo de melanina na região, e por isso terá a cor marrom", ensina a dermatologista Tatiana Steiner, especialista pela SBD. Mas é muito comum que as pessoas apresentem esses dois tipos de olheiras misturadas.

Além disso, normalmente a predisposição a ter olheiras é aumentada por alguns fatores e hábitos. Entenda melhor quais são eles e como eles influenciam no problema:
 
Cansaço e choro - Nesses casos, em que a má circulação é temporária, é possível amenizar as olheiras com alguns cuidados em casa: "É indicado o uso de compressas calmantes com água termal ou chá de camomila. Sempre gelado para ter um efeito anti-inflamatório devido a vasoconstrição", explica a dermatologista Tatiana Steiner.
Maus hábitosHábitos de vida também podem influenciar no aparecimento de olheiras: tabagismo, privação de sono e estresse podem desencadear essas marcas por influenciarem diretamente na circulação do corpo todo, inclusive das pálpebras, dilatando os vasos e fazendo com que mais sangue apareça nessa região. 
Pele fina
"Esse tipo de pele permite maior visualização dos vasinhos externos das pálpebras. Pessoas mais claras e com excesso de vasos periféricos costumam apresentar este tipo de olheira", indica Tatiana Steiner. Em geral, uma boa forma de reconhecer isso é através da observação: pessoas com pele mais fina tendem a ficar vermelhas com mais facilidade, por exemplo.

Flacidez
Além disso, é normal que pessoas mais velhas apresentem uma pele mais fina, isso acontece devido às alterações hormonais que ocorrem com a idade, em maior ou menor intensidade. Em geral essa característica também está ligada à flacidez da pele: "o globo ocular sofre um deslocamento dentro da órbita e a gordura infraorbital é deslocada anteriormente, formando uma depressão e sombreado abaixo dele", descreve Tatiana.

Para quem tem esse problema é possível lançar mão de cremes com diversos tipos de ativos, como:
- Antioxidantes, como as vitaminas A, C e E;
- Agentes de renovação, tais quais o retinol, alfahidroxiacidos, ácido glicólico;
- Agentes tensores, como os ativos raffermine, tensine;
- Fotoproteção solar, que impede a degradação do colágeno na região.

Tratamentos como a radiofrequência também ajudam. Por fim, se a flacidez já estiver muito acentuada, a blefaroplastia, cirurgia plástica das pálpebras, ajuda a colocar a pele da região no lugar, melhorando seu aspecto. 

Esfregar os olhos
O hábito de esfregar os olhos constantemente aumenta as olheiras e isso ocorre devido a dois mecanismos: primeiro por que o ato irrita a pele da região. "A melanina atua como uma proteção, se acumulando na região afetada", explica Mônica. Portanto, pessoas que têm tendência genética a acumular melanina na região devem evitar esfregar os olhos com frequência. Nesses casos, o uso de hidratantes e massagens locais ajudam. Além disso, o hábito de esfregar os olhos com força pode prejudicar a circulação. "O hábito pode acabar congestionando os vasos periféricos, levando à vermelhidão, escurecimento da área, inchaço e até a trauma, dependendo da intensidade", alerta Tatiana Steiner. Nesses casos, o ideal é usar cremes com ativos para descongestionar e reduzir o edema (como camomila, arnica, calêndula, alantoína, bardana e vitamina K1) e outros que clareiam a região (tais quais a hidroquinona e vitamina C), conforme explica a especialista. 

Exposição solar inadequada
Pessoas que tem tendência a acumular melanina na região dos olhos podem ter a olheira piorada pela exposição solar sem proteção. "A exposição solar excessiva proporciona o aumento da pigmentação e a diminuição da espessura da pele", descreve Tatiana. Ou seja, as olheiras aumentam e ficam muito mais visíveis. Além disso, o hábito também ocasiona olheiras vasculares, pois causa a dilatação dos vasos sanguíneos da região.  

Maquiagem
Não tirar a maquiagem da região dos olhos adequadamente é outro fator que pode aumentar as olheiras. Isso acontece por causa da pigmentação, pois a coloração escura fica na região.

Olhos fundos
A anatomia do rosto também pode favorecer olheiras, ou no caso criar uma ilusão de uma pele mais escura abaixo dos olhos. "A área abaixo dos olhos é mais côncava, portanto quem tem olhos mais profundos apresenta uma sombra na região", considera a dermatologista Tatiana. 

Confira a entrevista completa ao Portal Minha Vida, com participação da Dra. Tatiana Steiner no link: