segunda-feira, 9 de maio de 2016

Afinal, xampu pode fazer mal para o cabelo?

Dra. Tatiana Steiner para o Portal MdeMulher

Movimento prega que algumas substâncias presentes no produto de limpeza capilar prejudicam os fios. Investigamos se faz sentido abandoná-los.

Convencer o consumidor de que é importante prestar atenção nos rótulos (e não se entupir de sódio ao consumir alimentos, por exemplo) é uma batalha árdua e contínua. No entanto, esse hábito se incorporou naturalmente à rotina de um monte de gente que entra no corredor dos itens de beleza para escolher um xampu. Uma das responsáveis por essa mudança comportamental é a expert em cabelos Lorraine Massey. Em seu livro Manual da Garota Cacheada (Ed. Best Seller), a inglesa sugere que certas substâncias presentes na maioria dos produtos fazem mais mal do que bem para os fios. De lá pra cá, donos de cabelos enrolados e lisos passaram a desconfiar das fórmulas para limpar as madeixas. Para uma parcela crescente da população, a solução tem sido partir para um dos dois métodos divulgados no livro de Lorraine: o no poo (sem xampu, em inglês) ou o low poo (pouco xampu). Incluir a primeira linha no cotidiano significa eliminar de vez o item da rotina e usar um tipo específico de condicionador para fazer a limpa na cabeleira. Já os adeptos do low poo buscam marcas que se valem de substâncias menos agressivas.
A dermatologista Tatiana Steiner, assessora do Departamento de Cabelos e Unhas da Sociedade Brasileira de Dermatologia, explica que os principais compostos agressores são os sulfatos, incluídos nas fórmulas pelo alto poder de limpeza — o lauril sulfato de sódio é o mais comum (e odiado) entre eles. "Para os cabelos danificados e muito secos, essa molécula acaba sendo mais hostil, porque retira a oleosidade natural dos fios, deixando-os ainda mais ressecados", explica Tatiana.
Com a popularização do low poo — para ter ideia, uma página do Facebook de iniciantes no método possui mais de 190 mil membros — já é possível encontrar vários xampus sem sulfato nas prateleiras. Entretanto, a lista de componentes a serem evitados não para por aí. A patrulha do xampu também abomina óleos minerais, parafinas e petrolatos. O motivo: o único agente capaz de retirá-los dos fios seria justamente o tal do sulfato.
Agora, os especialistas pedem cautela quando o assunto é abolir completamente o xampu da rotina (o no poo). No fim das contas, essa nova tendência sinaliza que precisamos conhecer melhor os fios que recobrem nossa cabeça. Só assim para entender direitinho quais suas peculiaridades e a melhor solução para eles.
Espuma é sinal de limpeza?
Nem sempre. Mas a indústria acaba investindo em xampus que formam bolhas aos montes porque essa é uma exigência dos próprios consumidores — eles relacionam sua presença a uma maior sensação de limpeza. O problema é que isso faz com que o sulfato seja utilizado em quantidades desnecessárias.

Sulfatos

Servem para limpar e retirar a oleosidade do couro cabeludo, mas são malvistos por que ressecam e podem ser irritantes para o couro cabeludo. Os experts dizem que cabelos superoleosos às vezes precisam da substância.

Petrolatos

Servem para ajudar a espalhar as outras substâncias presentes no xampu, formando uma espécie de capa. São malvistos por que essa camada impregna e tira o brilho dos fios. Os experts dizem que os petrolatos trazem pouco risco de alergia, mas podem entupir os poros.

Silicones

Servem para dar brilho e deixar as madeixas fáceis de pentear. São malvistos por que grudam, deixando o cabelo pesado e sem luminosidade. Os experts dizem que eles criam uma camada protetora. Só que o excesso é prejudicial.

Parabenos

Servem para barrar a propagação de micro-organismos no couro cabeludo. São malvistos por que são classificados como partículas tóxicas que fariam mal à saúde. Os experts dizem que só o abuso é capaz de causar alterações hormonais.
Confira a entrevista completa com participação da Dra. Tatiana Steiner para o portal M de Mulher clicando aqui

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Manchas na pele podem significar rosácea ou melasma

Primeiro passo é identificar a origem da mancha e características. Melasma tem relação com o sol, rosácea não tem causa definida.

Sua pele fica vermelha no frio? Pode ser rosácea. Tem gente que acha que é espinha, gente que acha que é alergia. Dra. Denise Steiner falou sobre o assunto no Bem Estar da quarta-feira 27 de abril.


Quando uma mancha surge, o primeiro passo é identificar a origem, as características e a localização na pele. O melasma, por exemplo, surge normalmente no rosto, mas pode ocorrer em outras áreas expostas ao sol, como braços e colo. Ele não tem cura, mas tem controle.

Já a rosácea não tem uma causa definida. Ela atinge pessoas com pele clara e pode ser dividida entre vermelhidão, bolinhas vermelhas e pústolas. Frio e calor em excesso, vento, café, álcool e banho quente podem agravar o problema. Ela também não tem cura, mas o tratamento adequado controla os sintomas e evita que a doença se agrave. É importante sempre usar hidratante e protetor solar, mesmo que o sol não esteja aparente.

Confira a matéria completa com Dra. Denise no programa Bem Estar da Globo clicando aqui

segunda-feira, 25 de abril de 2016

O que pode (ou não) na gravidez: unhas, cabelos e pele

Artigo da Dra. Tatiana Steiner para o blog Mamãe Prática:
Olá meninas, afinal, o que pode e o que não pode na gravidez? Será que a gente já conhece todas essas informações? Neste post, a médica dermatologista Tatiana Aline Steiner, colunista do blog Mamãe Prática, explica pra gente todos os detalhes sobre esse assunto! Com a palavra, a Dra. Tatiana, especialista pela SBD:
A gravidez é um momento único e especial para as mulheres. Ao mesmo tempo, é uma fase de muitas dúvidas e questionamentos quanto aos cuidados com a pele, unhas e cabelos. É comum a mulher ficar insegura sobre a continuidade de algum tratamento, quais cremes ela pode usar ou não pode na gravidez e que tipo de produto deve ser evitado neste período.

É importante seguir cuidadosamente as orientações dos seus médicos ginecologista e dermatologista para se sentir segura e proteger seu bebê. Para ajudar nesse período, listei algumas recomendações relacionadas ao uso de produtos tópicos durante a gravidez. É importante, assim que souber que está grávida, conversar com seu dermatologista e obstetra para saber o que ainda é permitido neste período, pois alguns produtos podem causar danos ao feto.

A avaliação do risco de substâncias e cremes cosméticos em gestantes envolve inúmeros fatores, como período do ciclo gravídico, dose do produto, veículo, tempo de uso etc.
Há uma orientação, definida pelo FDA (Food and Drug Administration), que classifica o risco potencial para o embrião ou feto em categorias de risco, o que possibilita melhor esclarecimento quanto ao uso das substâncias:
Categorias de risco
A – Medicamentos ou substâncias com estudos controlados – não apresentam riscos.
B – Sem evidência de riscos em humanos.
C – O risco não pode ser afastado – faltam estudos adequados.
D – Evidência de risco.
E – Contra indicado na gravidez.
Assim, com base nas categorias de risco, seguem algumas recomendações relacionadas ao uso de produtos tópicos na gravidez:

Produto tópicoRecomendação
(o que pode ou não pode na gravidez)
AntioxidantesA maioria dos cremes antioxidantes nutritivos são recomendados e estimulados. Substâncias como: vitamina C, vitamina E, Niacinamida, Coenzima Q10, Ácido alfa-lipoico e Polifenois de chá verde estão entre as substâncias permitidas.
Cremes com Vitamina C, além do efeito antioxidante, também têm ação clareadora e previnem as possíveis manchas gravídicas.
 
ClareadoresSão substâncias que devem ser evitadas. A maioria, como Hidroquinona, Ácido Kógico, Mequinol e Arbutin é Categoria C (o risco não pode ser afastado – faltam estudos adequados) - (não pode na gravidez).
 
O Ácido AzelaicoÉ categoria B (sem evidência de riscos) e pode ser usado nas concentrações de 15% a 20%, mas sempre com orientação médica. Ele tem ação clareadora e também antimicrobiana. Acaba sendo opção anti-inflamatória para acne e o tão temível escurecimento da pele, comum para muitas mulheres neste período.
Tensores
São cremes que previnem a contração muscular excessiva e formação de rugas de expressão, como por exemplo Argireline, Deepaline, Myoxinol. Não há estudos até o momento que comprovem o seu uso seguro na gestação (não pode na gravidez).
Secativos
Um dos produtos indicados em caso de acne. Não é recomendado uso de ácido salicílico neste período (não pode na gravidez).
 
RetinoidesRetinoides e seus derivados (retinol e retinaldeído) são Categoria C e proibidos durante a gravidez (não pode na gravidez).
 
Filtro solarFiltros são permitidos e devem ser usados diariamente.
Hidratantes corporais:São recomendados e devem ser utilizados para evitar estrias. A indicação é feita pelo dermatologista ou obstetra, pois são especiais para gestantes.

Dica: a drenagem linfática pode trazer muitos benefícios, mas só deve ser feita com permissão do obstetra.

Se a grávida tiver espinhasPara as gestantes que sofrem com as espinhas logo no primeiro trimestre de gestação, é importante consultar o dermatologista antes de sair comprando cremes por conta própria. Cremes à base de ácido salicílico, normalmente recomendados para tratar a acne, não são indicados, pois estudos indicam que podem levar a anomalias no feto e diversas complicações na gravidez. A única substância enquadrada na categoria B, permitida, é o Ácido Azelaico, que possui apresentações comerciais em gel.

Cuidando dos cabelos
Os cabelos são também fonte de preocupação e geram muitas dúvidas neste período, principalmente em relação à segurança do feto. A orientação é clara:
– Nos três primeiros meses, qualquer tipo de tintura, clareamento ou reflexo está proibido. Além da amônia e do iodo, estes produtos costumam conter metais pesados como chumbo (não pode na gravidez).
– Alisamentos, relaxamentos, escovas progressivas (inteligentes, chocolate e outros nomes) e qualquer hidratação que contenha formol, mesmo que na quantidade permitida pela Vigilância Sanitária, também estão proibidos. Há estudos que defendem que o uso de substâncias químicas como o glutaraldeído e até a carbocisteína (usados em produtos com a finalidade de alisamento) podem alterar o DNA das células, aumentando o risco do desenvolvimento de câncer (não pode na gravidez).
– Nem mesmo a henna é permitida, pois muitos produtos são de qualidade discutível, podendo oferecer riscos à saúde (não pode na gravidez).
– A liberação para realização de reflexo e alisamento deve ser realizada pelo ginecologista.

Cuidando das unhas
Geralmente, fazer as unhas não traz riscos durante a gravidez, desde que a frequência não seja exagerada e que elas fiquem sem esmalte por alguns dias antes de esmaltá-las novamente. Algumas dicas:
– Existem poucos indícios de que as substâncias químicas usadas em esmaltes e removedores (como a acetona e o tolueno) possam trazer algum mal ao feto. Prefira os removedores com óleo que ajudam a manter a água na parte interna das unhas.
– É recomendável manter as unhas sempre hidratadas, pois dessa forma elas ficam mais bonitas, cuidadas e com aparência saudável. A hidratação pode ser feita com cremes específicos para as mãos ou com os próprios cremes corporais.
– Em toda gravidez, cautela nunca é demais; então tente fazer as unhas em um intervalo maior (a cada 15 dias, por exemplo).
– Escolha um salão que seja bem ventilado para evitar respirar vapores fortes dos esmaltes, acetonas e de outros produtos químicos usados no local.

http://mamaepratica.com.br/2016/04/22/o-que-pode-e-o-que-nao-pode-na-gravidez/#more-21116

segunda-feira, 11 de abril de 2016

De olho no rótulo: saiba quais cosméticos são proibidos na gravidez

A PELE PASSA POR MUDANÇAS DURANTE A GRAVIDEZ E MERECE CUIDADOS ESPECIAIS
Enquanto o aumento da barriga pode causar estrias, espinhas e excesso de oleosidade tendem a ser controlados na gravidez. Essas e outras mudanças são causadas por fatores hormonais. “O nível dos hormônios femininos, como estrogênio e a progesterona, aumentam na gravidez”, afirma Denise Steiner, mãe de Marcelo, Tatiana e Gustavo e dermatologista coordenadora do Departamento Científico da Sociedade Brasileira de Dermatologia.
É por isso que os cosméticos devem ser revistos durante a gestação. O uso de produtos feitos com ácidos estão proibidos na gravidez. “Eles podem causar problemas de desenvolvimento ao feto”, alerta a dermatologista. A profissional também indica que os outros cosméticos sejam neutros. “Sabonetes para pele oleosa ou tônicos fortes podem deixar a pele muito seca e provocar mais coceira, um sintoma muito comum na gravidez.”
Para evitar que a coceira seja um incômodo tão grande, é preciso manter a pele sempre hidratada. Além de minimizar o desconforto, os hidratantes são importantíssimos para prevenir as temidas estrias. Na barriga que cresce cada dia mais, o indicado é aplicar os cremes de duas a três vezes por dia, enquanto no restante do corpo pode ser uma vez por dia.
Outro produto indispensável na vida de toda grávida é o protetor solar. O ideal é que o fator de protetor solar seja, pelo menos, 30. Quando a mulher sofre de melasmas, aquelas manchinhas mais escuras que costumam aparecer no rosto, esse fator precisa aumentar. “Também é indicado que a mãe espalhe o produto no rosto e em todas as outras áreas que serão expostas a luz solar, como braços e colos”, lembra a dermatologista.
“E as maquiagens?” As mães vaidosas já devem estar se perguntando. Segundo a especialista, elas estão liberadas! As únicas ressalvas, no entanto, são ficar de olho no prazos, ver se os itens são certificados pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e ter a certeza de que são hipo alergênicos e de marcas confiáveis.
Entrevista completa da Dra. Denise Steiner à revista Pais & Filhos aqui


quinta-feira, 7 de abril de 2016

Confira 9 dicas anti-frizz que vão salvar o seu cabelo

Os fios rebeldes que atrapalham o seu visual estão com os dias contados. Existem soluções anti-frizz super simples e que prometem deixar o seu cabelo ainda mais lindo. Afinal, depois de tantos cuidados com as madeixas, ninguém merece uma cabeleira toda arrepiada, né?

Causas do frizz nos cabelos

O frizz é um problema muito comum e frequente na vida de quem tem melenas longas. Ele é causado pela repulsão entre os fios, que acarreta uma carga elétrica e deixa alguns cabelos mais arrepiados e esvoaçantes. Quem explica é Tatiana Steiner, assessora do Departamento de Cabelos e Unhas da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).
“Ocorre devido às agressões externas, especialmente ao atrito com os fios, que pode ser do pente, da escova de cabelos e de toalhas”, explica. Outros fatores, como secador, chapinha, procedimentos químicos e tinturas também podem ser prejudiciais para os cabelos.
“Esses procedimentos contribuem para abrir mais as cutículas da fibra capilar, deixando os fios expostos e porosos”, comenta a dermatologista. A explicação é simples: quanto mais desidratado e ressecado estiver o fio, pior será o atrito e maior será a quantidade de mechas com o aspecto arrepiado.
Manter cuidados diários e evitar que as madeixas sofram agressões é a principal dica da dermatologista. “Quando os cabelos estão mais sensíveis e porosos, as cutículas da fibra capilar estão muito abertas, o que compromete a estrutura do fio, que fica vulnerável”, comenta Tatiana.
Quem apresenta cabelos rebeldes e arrepiados deve hidratá-los e nutri-los. A fibra capilar precisa ser fortalecida para ter um aspecto saudável e alinhado. Produtos como leave-ins, antitérmicos e máscaras são alguns dos melhores aliados anti-frizz. “Eles ajudam a hidratar, proteger e selar os cabelos”, acrescenta a especialista.
O reparador de pontas, outro queridinho das mulheres que não abrem mão de um cabelo brilhoso, também pode ajudar. Ele é capaz de diminuir o frizz e criar uma película de proteção. Ainda, cosméticos condicionantes contribuem. "Eles visam a desembaraçar, facilitar o penteado e diminuir a agressão dos efeitos físicos e químicos aos quais os cabelos são submetidos diariamente”, explica Tatiana.

9 dicas anti-frizz

Tatiana indica uma lista de cuidados para controlar a rebeldia dos fios. Confira:
1. Procure usar pente de madeira ou escova de cerdas naturais para não gerar eletricidade
2. Utilize um reparador de pontas ou óleos hidratantes diariamente
3. Evite água muito quente durante o banho, pois ela ativa as glândulas sebáceas e resseca os cabelos
4. Lave adequadamente as madeixas; o excesso de resíduos obstrui os poros
5. Use produtos específicos para o seu tipo de cabelo
6. Recorra ao termo protetor nos fios antes do secador ou da chapinha
7. Não use essas ferramentas em potência muito alta
8. Nunca durma com os cabelos molhados, que podem enfraquecer e quebrar
9. Faça hidratação e máscara capilar semanalmente.
Confira a matéria original da Dra. Tatiana Steiner para o portal Vivo mais Saudável clicando aqui

segunda-feira, 28 de março de 2016

Dermatite Atópica em Bebês e Crianças

Olá meninas, a dermatite atópica é um problema que pode atingir muitos bebês e crianças, por isso, pedimos para a médica dermatologista Tatiana Aline Steiner, que estreia como colunista do blog Mamãe Prática, explicar pra gente todos os detalhes sobre essa doença da pele. Com a palavra, a Dra. Tatiana, especialista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD):
Dermatite atópica em bebês e crianças
Se a pele de seu filho frequentemente está seca, irritada, sensível e toda empipocada, com coceira e seu filho ainda apresenta um quadro de alergia respiratória, fique atenta porque ele pode sofrer de um distúrbio comum chamado dermatite atópica. Neste post vamos entender suas características, manifestações, tratamento e, principalmente, como preveni-la!
A dermatite atópica é uma doença da pele inflamatória, crônica, que apresenta lesões que coçam muito e às vezes formam crostas ou descamam. Ocorre em crianças que são atópicas. Mas, o que é isso? A atopia é uma condição adquirida por herança genética e comumente está associada a algum quadro respiratório como asma, bronquite e rinite alérgica. Não é, portanto, uma alergia passageira; é um problema constante, que alterna crises e momentos de melhora. Sua incidência é alta e atinge bebês e crianças do mundo inteiro! Inicia-se nos seis primeiros meses de vida em 45% dos bebês; durante o primeiro ano em 60% das crianças, e antes dos 5 anos pelo menos 85% das crianças são afetadas.
As crianças atópicas têm a barreira de proteção da pele deficiente, um sistema imunológico reativo, ou seja, que responde com mais intensidade a estímulos e fatores alérgenos (todos os agentes que podem causar alergia), além de extrema sensibilidade a praticamente tudo que entra em contato com a pele, que fica seca, sensível, irritada e com tendência a lesões. Essas crianças têm maior chance de processos alérgicos, infecções virais e micoses.
É importante esclarecer a todos que convivem com a criança atópica, inclusive na escola, que não é uma doença contagiosa e que o convívio deve ser normal.
Sintomas
A principal marca da dermatite atópica é a pele extremamente seca. Na fase aguda aparece a lesão típica da doença: o eczema. O eczema atópico caracteriza-se por lesões inflamadas, avermelhadas, que coçam, descamam e às vezes têm secreção.
As mães devem observar cuidadosamente a pele de seus bebês e perceber estas características. Os bebês tendem a coçar à noite e a inflamação fica pior no dia seguinte. Quanto mais o pequeno colocar a mão, pior será a coceira e maior a chance de infecções.
Ao notar os sinais, é preciso levá-lo a um especialista para diagnóstico e tratamento adequado. A forma como as lesões aparecem pode ser dividida em duas fases principais:
Infantil (até 2 anos): 
Os bebês normalmente desenvolvem a inflamação no terceiro mês de vida. Há muita coceira, lesões vermelhas, crosta, secreção e vesículas (pequenas bolinhas). É mais comum nas bochechas e queixo.
Pré-puberal (de 2 a 12 anos): 
As lesões comprometem mais as dobras, joelhos, ombros e pescoço. Após a adolescência, as lesões atingem qualquer parte do corpo e podem comprometer a face.
A dermatite atópica pode persistir a vida toda, mas há resolução em aproximadamente 50% das crianças por volta de 18 meses e 60% dos casos tendem a desaparecer na vida adulta.
Fatores desencadeantes
O aparecimento dos dentinhos, infecções respiratórias e estresse emocional podem influenciar o curso da doença. Outros fatores de gatilho para agravamento do quadro são:
  • Animais de estimação
  • Pó, ácaros, mofo e plantas
  • Produtos químicos e solventes
  • Fragrâncias e corantes
  • Tecidos sintéticos e lã
  • Alimentos (como leite, ovos, trigo e/ou amendoim)
  • Mar e piscina
  • Banho quente
  • Clima muito frio ou muito seco, calor e suor
  • Mudanças bruscas de temperatura
  • Poluição e fumaça
Tratamento
O tratamento visa restaurar as funções protetoras da pele que são deficientes na criança atópica. A pele precisa de água e lipídeos (óleos) para restaurar a barreira natural. Por isso, a hidratação é importante e deve ser diária, mesmo quando não há lesões.
Sempre que se fala em hidratação é o uso do creme na pele, de preferência aplicado até 3 minutos após o banho. Para bebês, recomenda-se hidratantes próprios para a pele delicada. Há vários hidratantes de alta qualidade no mercado e muitos específicos para crianças atópicas. Além disso, a hidratação por meio daingestão de água também deve ser estimulada para melhorar a qualidade da pele.
Nas crises, são utilizados medicamentos com ativos específicos prescritos pelo dermatologista, como corticosteroides, antibióticos e anti-histamínicos. Quando utilizados corretamente e sob orientação médica, o tratamento melhora significativamente a qualidade de vida dos pacientes.
Viver com dermatite atópica é uma tarefa desgastante. Bebês e crianças sofrem com o ressecamento e a coceira, que originam irritabilidade e sono intranquilo. Mas pequenos atos no dia a dia podem ajudar drasticamente:
  1. Hidratação DIÁRIA: no mínimo 2 vezes ao dia (incluindo após o banho).
  2. Um banho por dia, rápido e em temperatura MORNA (no máximo 35 graus). NUNCA 2 banhos! Prefira chuveiro à banheira.
  3. Utilizar água termal nas áreas secas e irritadas.
  4. Não utilizar sabonetes antissépticos e buchas.
  5. Utilizar sabonetes hidratantes específicos apenas nas partes íntimas. Não passar no corpo todo.
  6. Nunca utilizar tecidos sintéticos e lã diretamente na pele.
  7. Retirar carpetes e cortinas dos ambientes.
  8. Usar protetor de colchões e de travesseiros e lavá-los semanalmente.
  9. Usar roupas íntimas de algodão e sem elástico aparente.
  10. Parar o uso de maquiagem, esmaltes, produtos com álcool e cosméticos em geral.
  11. Manter a unha curta para evitar infecções; em bebês, colocar luvinhas.
  12. Seguir a orientação do especialista; nunca automedicar seu filho!
  13. Nunca utilizar fórmulas e receitas caseiras.
  14. Hidratar, hidratar!
Se o seu filho tem dermatite atópica, ele é a principal pessoa que deve entender e conhecer sua condição. Recomendo aos pais orientá-lo desde cedo. Aos poucos, a rotina de cuidados começa a fazer parte da vida e se torna um hábito, fazendo a diferença para que a criança aproveite mais as brincadeiras e seu dia a dia.
Selar uma parceria com o dermatologista, afastar os fatores desencadeantes, ensinar o hábito da hidratação e tratar corretamente quando indicado são pontos cruciais para ajudar os pequenos que sofrem com este problema.
Dermatologista Tatiana Steiner dermatiteCom seu olhar de mãe e médica, a dermatologista  Tatiana Aline Steiner participa do blog com conteúdos para ajudar nós, mamães, diante dos desafios da maternidade, como quando nossos pequenos ficam doentes. Tatiana é mãe da Lorena, de 7 anos, e do Bruno, de 4 anos, além de ser diretora técnica da Clínica DSkin – Unidade de Tratamentos e assessora do Departamento de Cabelos e Unhas da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).
Matéria completa no link:
http://mamaepratica.com.br/2016/03/24/dermatite-atopica-em-bebes-e-criancas/

quinta-feira, 3 de março de 2016

Movimento contra uso de xampu ganha força, mas médicos fazem ressalvas

Milhares já aderiram ao ‘No Poo’, acreditando que método melhora aspecto de cabelos

POR CLARISSA PAINS
28/02/2016 7:00 / atualizado 28/02/2016 11:11
 
A blogueira Mariana Morena é adepta do método “No Poo” e só usa no cabelo condicionadores com anfótero - Ana Branco / Ana Branco.
 
Quando lava os cabelos, Mariana Morena segue um ritual que ainda gera estranhamento em muitas pessoas: o xampu passa longe dos seus fios, que são tratados apenas com condicionador. A técnica, chamada de co-wash — abreviação em inglês para “lavagem condicionante” —, é utilizada por parte das seguidoras do método “No Poo”, referência a “sem xampu”. Esta prática começou a crescer nos EUA com o best-seller “O manual da garota cacheada”, lançado pela cabeleireira Lorraine Massey e traduzido para o português em 2015. A partir de então, observou-se uma explosão de adeptas no Brasil. Hoje, há vários grupos no Facebook. O maior deles, “No e Low Poo Iniciantes”, tem mais de 142 mil membros.
 
O livro também apresenta o método “Low Poo”, que prega o uso de xampu sem sulfatos — ou, pelo menos, o uso de sulfatos apenas uma vez por semana ou quinzena. A explicação é que, por terem grande poder de limpeza, os sulfatos acabam retirando, junto com a sujeira e a gordura, a proteção lipídica do cabelo. Isto o tornaria mais ressecado, e, caso os fios já sejam naturalmente pouco oleosos, o condicionador pode não ser capaz de repor nutrientes perdidos. Assim como no caso do “No Poo”, acredita-se que esse método melhora o aspecto de cabelos secos. Especialistas, porém, fazem várias ressalvas.

 
Cargas elétricas diferentes
Especialistas, no entanto, são quase unânimes em afirmar que o papel do condicionador não é o de higienizar, porque o produto tem uma carga elétrica diferente da do xampu. Segundo a médica Tatiana Steiner, do departamento de cabelos e unhas da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), os sulfatos presentes em muitos xampus realmente aumentam o ressecamento dos cabelos, mas uma boa alternativa para isso é diluir em água xampus com sulfato ou optar por produtos sem a substância. Abolir de vez funciona para poucas pessoas, diz ela.
— Se o cabelo for, de fato, muito seco, é possível ter bom resultado lavando só com condicionador, desde que tenha o anfótero. Mas funciona para um tipo de cabelo bem específico. É o mesmo raciocínio que usamos para a pele: se alguém tem o rosto muito seco e usa sabonete antisséptico, vai ressecá-lo ainda mais, então não será bom — explica Tatiana.
Matéria completa ao portal Globo com participação da Dra. Tatiana Steiner no link: