O BRILHO DA GRAVIDEZ
A gravidez é um momento único e muito especial para
as mulheres.
Ao mesmo tempo, é uma fase de muitas dúvidas e
questionamentos quanto aos cuidados com a pele e os cabelos. É comum a mulher
ficar insegura sobre a continuidade de algum tratamento, cremes que pode ou não
usar e tudo que deve ser evitado neste período.
É importante seguir cuidadosamente as orientações
dos médicos ginecologista e dermatologista para ficar segura e confiante. Assim
seguem algumas recomendações relacionadas ao uso de produtos tópicos na
gravidez.
Alguns produtos cosméticos podem irritar ou mesmo
causar danos ao feto. O ideal é, assim que souber que está grávida, conversar
com seu dermatologista e obstetra para saber o que ainda é permitido neste
período.
A avaliação do risco de substâncias e cremes
cosméticos em gestantes envolve inúmeros fatores, como: período do ciclo
gravídico, dose, veículo, tempo de uso.
Há uma classificação, definida pelo FDA, que
classifica o risco potencial para embrião ou feto, em categorias de risco, e
que permite um esclarecimento para uso destas substâncias:
A – estudos controlados – não apresentam riscos.
B – sem evidência de riscos em humanos
C – o risco não pode ser afastado – faltam estudos adequados
D – evidência de risco
E – contra indicado na gravidez
B – sem evidência de riscos em humanos
C – o risco não pode ser afastado – faltam estudos adequados
D – evidência de risco
E – contra indicado na gravidez
ANTIOXIDANTES:
A maioria dos cremes antioxidantes nutritivos são
recomendados e estimulados.
Assim, substâncias como: Vitamina C, Vitamina E,
Niacinamida, Coenzima Q10, Ácido alfa-lipoico, Polifenois de chá verde, estão
entre as substâncias permitidas. Cremes com Vitamina C, além do efeito
antioxidante, também tem ação clareadora e previnem as possíveis manchas
gravídicas.
CLAREADORES:
Substâncias que devem ser evitadas. A
maioria como Hidroquinona, Ácido Kógico, Mequinol e Arbutin é Categoria C.
O Ácido Azelaico é categoria B e deve ser usado nas
concentrações de 15 a 20%, apenas quando necessário. Ele tem ação
despigmentante e também antimicrobiana. Acaba sendo boa opção anti-inflamatória
para acne e pigmentação durante a gestação.
TENSORES:
Cremes que previnem a contração muscular excessiva
e formação de rugas de expressão. Não há estudos que comprovem o seu uso na
gestação. Exemplos: Argireline, Deepaline, Myoxinol.
SECATIVOS:
Não é recomendado uso de ácido salicílico neste
período.
RETINOIDES:
Retinoides e seus derivados (retinol e
retinaldeído) são Categoria C e proibidos durante a gravidez.
FILTRO SOLAR: Filtros são permitidos e devem ser usados diariamente.
O QUE FAZER EM CASO DE ESPINHAS?
Caso a gestante tenha espinhas no
primeiro trimestre de gestação, é importante consultar o dermatologista antes
de sair comprando cremes para o rosto por conta própria. Cremes à base de
ácido salicílico, normalmente recomendados para tratar as espinhas, não são indicados
na gravidez, pois estudos indicam que pode levar a anomalias no feto e diversas
complicações na gravidez. A única substância categoria B é o acido azeláico.
Os tratamentos estéticos como peelings, laser e massagens modeladoras também devem ser discutidos ser discutidos com seu médico.
Os tratamentos estéticos como peelings, laser e massagens modeladoras também devem ser discutidos ser discutidos com seu médico.
CABELOS:
O uso de produtos químicos nos cabelos durante a gestação é uma dúvida frequente, principalmente com relação à segurança do feto.
O uso de produtos químicos nos cabelos durante a gestação é uma dúvida frequente, principalmente com relação à segurança do feto.
Nos três primeiros meses, qualquer tipo de tintura,
clareamento ou reflexo está proibido. Além da amônia e do iodo, estes produtos
costumam conter metais pesados como chumbo. Alisamentos, escovas progressivas
ou inteligentes (de chocolate e outros nomes), relaxamentos e hidratações que
contenham formol, mesmo que fosse à quantidade permitida pela Vigilância
Sanitária, também estão totalmente proibidos.
Nem mesmo a henna é permitida, pois nem todos os
produtos são de boa qualidade e podem oferecer riscos à saúde.
Há estudos que defendem que o uso de substâncias
químicas, como o glutaraldeído e até a carbocisteína usadas em produtos com a
finalidade de alisamento, podem alterar o DNA das células, aumentando o risco
do desenvolvimento de câncer.
Mesmo após os 3 primeiros meses, o ideal é que grávidas evitem o procedimento de alisamento e de tinturas, pois são utilizados produtos químicos que podem afetar a saúde da mãe e do bebê.
Mesmo após os 3 primeiros meses, o ideal é que grávidas evitem o procedimento de alisamento e de tinturas, pois são utilizados produtos químicos que podem afetar a saúde da mãe e do bebê.
A liberação para realização de reflexo e alisamento
deve ser realizada pelo ginecologista.
CORPO:
Hidratantes são recomendados e devem ser utilizados. A indicação é feita pelo dermatologista ou obstetra, pois são especiais para gestantes. Produtos muito concentrados não são recomendados para as grávidas.
Hidratantes são recomendados e devem ser utilizados. A indicação é feita pelo dermatologista ou obstetra, pois são especiais para gestantes. Produtos muito concentrados não são recomendados para as grávidas.
O único procedimento permitido nesta fase é a
drenagem linfática e, mesmo assim, só deve ser feita com permissão do obstetra.
UNHAS:
Geralmente, fazer as unhas não traz riscos durante
a gravidez, desde que a frequência não seja exagerada e que as unhas fiquem sem
esmalte por alguns dias antes de esmaltá-las novamente.
Existem poucos indícios de que as substâncias
químicas usadas em esmaltes e removedores como a acetona e o tolueno, possam
trazer algum mal ao feto. Mas o ideal é que a exposição a esses produtos seja a
mínima possível. A acetona não traz risco para a mulher grávida desde que não
seja inalada diretamente ou não fique exposta muito tempo em lugares com cheiro
forte de acetona. Prefira os removedores com óleo, que ajudam a manter a água
na parte interna das unhas. É importante ainda manter as unhas sempre hidratadas
para evitar o ressecamento e também a quebra.
Como a gravidez cautela nunca é demais, tente fazer
as unhas em um intervalo maior ( a cada 15 dias, por exemplo), e escolha um
salão que seja bem ventilado para evitar respirar vapores fortes dos esmaltes,
acetonas e de outros produtos químicos usados no local. Certifique-se também de
que os alicates e tesourinhas utilizados são devidamente esterilizados ou,
melhor ainda, melhor usar o próprio kit.

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